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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Resenha:

Ressurreição... A vida, a morte e o renascimento de uma mulher.

Autora: Márcia Santana
Editora: Chiado.
Data de publicação: Agosto de 2018
Número de páginas: 196
ISBN: 978-989-52-2111-0
Coleção: Sentido Oculto

Sinopse:
Pode um amor ser mais importante que sua própria vida?
A história de Emily se reflete em muitas mulheres que colocam este sentimento acima da própria dignidade, deixando que um homem consiga total domínio sobre suas ações. Um amor que foi capaz de destruir sua beleza, seus sonhos, sua força e sua vontade de viver. Emily chegou ao fundo do poço, com a certeza que seu destino foi traçado por ela própria, ciente de toda responsabilidade e culpa. E desejou que sua história fosse contada, para que nenhuma mulher se submeta mais aos maus tratos de um homem, porque não há amor que possa ser mais importante que o amor próprio.

Resenha:


Esse livro, devo falar francamente, me chocou até o fundo da alma e eu costumo dizer que, se um livro me atingiu de alguma forma, é porque é um bom livro. E, avisando, se você não gosta desse tipo de literatura, sinto dizer que o livro em questão não é para você.
É impressionante o relato da história vivida por Emily, uma mulher que teve sua vida marcada por momentos de humilhação, frustração, desamor e abuso. Mas, eu me pergunto, até que ponto podemos suportar o desamor de outros e o nosso próprio desamor?
Emily era sempre ridicularizada pelo marido, Marcos, um homem machista, violento, mas aceitava suas atitudes, mesmo quando parecia ter o controle de sua vida nas mãos. Marcos a traiu, pessoas que ela pensavam serem amigas atraíram, a vida a traiu. Infelizmente, ela caiu tão fundo que seu resgate tornou-se quase impossível. Emily, em seu desamor por si mesma, não conseguia se libertar do algoz que lhe tornava a vida em inferno.
Sabemos que muitas vezes somos, indiretamente, culpadas pelas “afrontas” que sofremos, mas, como alguém que sofreu algo assim, posso dizer que é difícil a libertação. É preciso tirar do mais fundo de nosso ser a força para seguir em frente, muitas vezes tendo que superar o medo do abandono e da solidão. Com Emily não foi diferente da maioria das mulheres que sofrem abuso doméstico. Ela simplesmente não conseguia se dar conta de seu valor, que era “negado” não só pelo marido, mas também por pessoas que ela considerava amigas, o que, para mim, é a pior das traições.
É um livro forte, tenso e comovente trazido a nós pela simplicidade e objetividade da autora Márcia Santana. Então, se você não tem “estômago” para livros dessa natureza, tome muito cuidado ao ler. No entanto, acredito que a leitura desse livro seja fundamental para todos aqueles que julgam mal mulheres como Emily, que necessitam de uma força piramidal para sobrepujar essas agruras trazidas pela vida.

Onde adquirir:



Quem é Márcia Santana?

Márcia Santana - Um perfil.


         Conversamos com a autora de Ressurreição... A vida, a morte e o renascimento de uma mulher. Vamos conhecê-la melhor?

Biografia:

Márcia Santana nasceu na Bahia. Ainda muito pequena, mudou-se para São Paulo com a mãe e os irmãos. Cresceu em meio a gibis e livros, adquirindo o gosto pela leitura desde criança. Entre suas formações destacam-se História e Jornalismo, que foram pontes para desenvolver a pesquisa e a vontade de escrever, hábito que mantém desde a adolescência. Trabalha com assessoria administrativa, além de dar palestras sobre desenvolvimento de carreira, relações interpessoais, preconceitos e comportamentos no mundo corporativo. Apaixonada por Arte e conhecimento, procura aperfeiçoar a cada dia seu modo de viver e de pensar. Seus livros são voltados a temas que levam o leitor a refletir sobre o comportamento diante do ser humano.


 
Facebook: Márcia Santana


Estamos aqui entrevistando Márcia Santana, autora de “Ressurreição... A vida, a morte e o renascimento de uma mulher”, um lançamento de sucesso.

Vamos às perguntas:

1. Qual é a sua inspiração na hora de escrever? Já se inspirou em outros autores para escrever?

Tudo que me cerca traz a inspiração. Sou muito atenta às pessoas, lugares, conversas e assim vou armazenando em minha mente. Quando sento para escrever, faço uma pausa para rever tudo que ocorreu durante o dia e anoto pensamentos soltos, que posso vir a usar em um texto ou livro. Acho que tenho mais pensamentos soltos do que contos, em meio aos papéis, porque nunca jogo fora. A sala onde escrevo também me inspira, em meio aos livros, com uma boa música.
Minha inspiração e desejo de escrever uma história com qualidade, rica em detalhes e que prenda o leitor vem da sensação que muitos escritores me passam. E ainda irei realizar este sonho. “Ressurreição...” foi um ensaio para ter a percepção do que eu sou capaz de colocar no papel, para enxergar o reflexo que ele pode causar ao leitor. Um livro que contem muitas falhas, mas que está abrindo um campo de conhecimento e ensinamento.

2. Cite três escritores nacionais e três internacionais que você admira. Que livro e autor você acha que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida?

Pergunta bem difícil para mim, minha admiração é vasta. Admiro todos os escritores, só pelo fato de criar um mundo paralelo às pessoas.
Mas vou citar André Vianco. Gosto do seu modo de escrever, mantendo sua essência brasileira, sem se intimidar com a padronização norte-americana.
Também admiro muito Fernando Morais, com seus livros reportagens e biografias, pela riqueza das pesquisas que faz, para transmitir ao leitor uma total veracidade dos fatos.
E não posso deixar de citar Machado de Assis, por sua genialidade, que foi capaz de perpetuar discussões, envolvendo seus personagens, até os dias de hoje.
Dentre os escritores internacionais cito Agatha Christie e seus detalhes entrelinhas que nos obrigam a pensar, Ernest Hemingway por ser conciso e objetivo, obrigando o leitor a usar a imaginação e, para falar de um da atualidade, William P. Young, porque ele conseguiu falar de um tema complexo, de uma maneira totalmente desvinculada de crenças religiosas, tocando na ferida que todo ser humano tem: o perdão.
Há vários livros que considero leitura obrigatória. Sendo muito injusta com os demais, vou escolher Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, pelas várias leituras que este clássico nos proporciona, como a sátira aos romances da época, crítica ideológica, comédia, dor, enfim, é uma combinação de elementos que torna até impossível uma única leitura da obra. Cada vez que abro este livro, vejo um novo ângulo da história.

3                 - O que você acha de seus leitores?
Olha, tenho poucos ainda, mas estes poucos são de uma atenção tão grande, tão receptiva. Esse contato que a internet nos proporciona é sensacional. Poder ouvir as opiniões, conhecer um pouco de cada história, ouvir críticas construtivas é algo maravilhoso. Mas quando eu ouço alguém falar que meu livro ajudou de alguma forma, eu tenho a certeza que já valeu a pena ter escrito, mesmo com um público ainda bem restrito. A forma como escrevi não deve agradar a todos, porque é praticamente um relato, seco, direto, onde obriga o leitor a criar os detalhes, as cenas. Foi bem proposital e acho que se explica na última parte do livro esse narrador alheio aos detalhes. Mas, para minha surpresa, a maioria das pessoas tem gostado da maneira como foi escrito.

4 - Qual foi o livro que te fez entrar no mundo da leitura?

Comecei a ler muito cedo, mas lembro que a coleção Vagalume me prendeu, logo parti para os livros que meu irmão mais velho lia e nunca mais parei. Entre a coleção Vagalume e Agatha Christie, tive outros livros em mãos, mas foi ela que me fascinou.

5 - Você tem inspiração ou ajuda de outros autores para escrever?

Eu me inspiro em todos os autores e pessoas que admiro na escrita, mas, como sou iniciante, apenas sento e escrevo, sozinha, tentando um dia, quem sabe, ter à minha frente pessoas do meio literário que possam me dar dicas, conselhos e ideias. Não sei se funciona assim, mas seria sensacional realizar este sonho.

6 - Você já se inspirou em alguma música ou banda para escrever?

Ainda não. Mas too much love will kill you, com o Brian May e Woman in Chains, com o Tears for Fears acompanharam a construção da Emily.

7 - Você teve alguma dificuldade para publicar seu livro?

Acho que as dificuldades normais de escritores iniciantes. Sempre há contratempos e burocracias para tudo. Publicar um livro não é fácil, num mundo onde as editoras clamam por sucessos prontos e o público busca apenas por autores famosos. Ter editoras que publicam novos autores é uma porta que se abre. Essas editoras cobram pela publicação e eu tinha certo preconceito quanto a isto, mas depois que comecei a estudar o mercado literário, o preconceito morreu e eu acho louvável ter essa porta aberta, para que grandes escritores, ainda desconhecidos, possam dizer “ei, estou aqui!” A Chiado Editora me abriu essa porta e serei eternamente grata a eles.

8 - Como você lida com comentários negativos sobre seus livros?

É difícil, não é? Você como escritora sabe que isso é difícil. Não sei lidar, embora sempre tenha colocado na cabeça que eles surgirão. Até agora só tive uma leitora que disse não gostar muito do livro, que achou cansativa e repetitiva a forma como escrevi, mas que não deixou de se emocionar com a história. Não foi de todo ruim, conversamos bastante e ela foi muito gentil, inclusive indicou para amigas que passavam por relacionamentos abusivos. Um comentário negativo desse é bem vindo; a maldade, comentários irônicos, com desdém, mostrando aos quatro ventos é que machucam. Também já passei por isto. Fiquei triste, o leitor deveria vir falar comigo, dar sua opinião, poderíamos ter uma troca de ideias construtiva, mas não veio. Enfim... Outras criticas virão. A gente vai se fortalecendo.

9 - Se eu fosse para uma ilha deserta eu levaria...

Livros, músicas e uma pessoa para eu poder reclamar do calor com alguém e dizer que eu preferia estar sozinha nas geleiras do Alasca... rs.

10 - Qual o seu livro preferido na atualidade?

Estou escrevendo um livro sobre racismo, então minha leitura hoje é focada neste tema. Estou relendo “O Sol é para Todos”, da Harper Lee, e digo que é um livro preferido, embora não seja da atualidade. Mas, entre os estudos para meu livro, relaxo tentando colocar minhas leituras em dia e estou lendo, no momento um livro da Ana Beatriz Barbosa, “Mentes Perigosas”, que fala das pessoas frias e más que nos cercam e não percebemos.

11- Qual seu maior sonho como escritora?

Que meus livros ajudem de alguma forma, que encantem, que emocionem, porque escritor é isso: abrir as portas do sonho e da realidade e propagar este vasto caminho do conhecimento.

12 - Como é a sensação de saber que as pessoas leem seu livro? Postam fotos nas redes sociais e comentam sobre ele com os amigos e familiares?

Indescritível. Ainda não me caiu essa ficha. Quando vejo alguma foto, algum comentário eu simplesmente acho graça, dou risada. Se eu não conheço a pessoa, agradeço meio encabulada, mas, se conheço, eu já chamo de louca, não sei lidar muito bem com elogios. Não sei como agir... rs.

13 - O que te inspirou, qual foi a sua experiência ao escrever o seu livro? Como surgiram os personagens? Você se inspirou em alguma pessoa que você conhece?

O livro realmente é um relato direto da vida de uma pessoa que foi muito próxima a mim. Ela pediu para que eu contasse sua história e foi o que fiz. Não há um segmento literário, escrevi uma carta para ser entregue às pessoas. Foi dolorido demais escrever porque tive que buscar na memória cenas reais, relembrar e ver por vários ângulos alguns acontecimentos, eliminar a raiva sentida em certas situações que vi e que, na hora, não enxerguei. Claro que há um pouco de ficção inserida, mas ali está a realidade nua de uma mulher. Nem todos os personagens são reais, mas procurei características de amigos nas poucas descrições que coloquei. Eu não quis florear com coadjuvantes, porque queria centralizar apenas nas mudanças e atitudes de Emily.

14 – Se o seu livro virasse um filme, qual seria a música que o representaria?

Como já citei acima, as duas músicas que me acompanham no livro são: Too much love will kill you, com o Brian May e Woman in chains, com o Tears for Fears.

Muito obrigada novamente Márcia Santana, você deseja falar mais alguma coisa para os leitores e seguidores da Lê & Ler.

Apenas gostaria de agradecer a oportunidade e dizer que a admiro muito como pessoa, e tenho certeza que seus livros serão uma grande inspiração para mim, no aperfeiçoamento da minha escrita.  E para seus seguidores eu peço: leiam o livro, porque sempre há alguém ao lado que precisa de ajuda, mas não enxergamos.
Muito obrigada a você, Rita, e a todos que lhe seguem.

 




segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Meu livro: Eu te Escolhi





Vejam o meu vídeo, com Eu te Escolhi, meu novo livro, lançado pela Quimera Produções Literárias. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Resenha - Mistério em Proud, de Rita Flôres

Olhem que legal!

Resenha do livro Mistério em Proud no Canal do Joe de Lima.

Que tal dar aquela conferida, se inscrever e deixar seu like e um comentário?

Agradecemos.








segunda-feira, 13 de agosto de 2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Giovana Taveira. Quem é a autora de Entre Will & Vodka?

Entrevista

O projeto Abrace um Autor Nacional traz hoje uma entrevista com Giovana Taveira, autora d Entre Will & Vodka (aguardem a resenha). Acompanhem:





Vamos às perguntas:

1- Qual é a sua inspiração na hora de escrever? Já se inspirou em outros autores para escrever?

Eu sou observadora, então quase tudo me inspira, mesmo as coisas ruins. Minha inspiração vem ao questionar o tipo de coisa que gostaria de ler. Fico me perguntando se o que estou escrevendo me agradaria se eu fosse o leitor. Sim, eu frequentemente me inspiro em autores e na forma como eles conduzem a escrita, passando uma mensagem complexa por um texto simples.

2- Cite três escritores nacionais e três internacionais que você admira. Que livro e autor você acha que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida?

Nacionais há vários, mas vou citar minhas amigas de escrita Natalia Saj, Cássia Carducci e Emanuelle de Almeida.
De internacionais, eu gosto bastante de Bukowski, Rupi Kaur e Emily Brönte.
Acho que todos deveriam ler Clube da Luta, de Chuck Palahniuk.

3- O que você acha de seus leitores?

Acho que são as pessoas mais incríveis e gentis do mundo, e não penso isso só por lerem o que escrevo, mas porque eles deram chance a uma pessoa desconhecida, eles gastam seu tempo com algo que eu escrevi, e me mandam mensagens dizendo o que acharam. Eles me deram oportunidades. Se isso não for ser incrível e gentil, então não sei o que é.

4- Qual foi o livro que te fez entrar no mundo da leitura?

O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte. Foi quando percebi que podia ler o que eu quisesse, sem ter a obrigação de fazer resumos ou provas escolares. Só por prazer. 

5 - Você tem inspiração ou ajuda de outros autores para escrever?

Com certeza, tenho vários amigos nesse meio, e eles me ajudam o tempo todo. Leem cenas para ver se ficou real, se está passando a mensagem, estruturação de roteiro... Nos ajudamos em várias coisas. E, sim, além da inspiração de grandes escritores, me inspiro na vida dos meus amigos, no caminho que eles fizeram para chegar onde estão e na própria superação do dia a dia. Cada um me inspira de um jeito diferente e me dá forças.

6 - Você já se inspirou em alguma música ou banda para escrever?

Sim, faço isso o tempo todo. Tenho uma playlist para cada história.

7 - Você teve alguma dificuldade para publicar seu livro?

Tive, e ainda tenho depois que foi publicado. Acho que as dificuldades nunca acabam, porque quando não são as da escrita, próprias da criação, são as relacionadas ao processo de publicar e a divulgação. É uma luta todo dia.

8 - Como você lida com comentários negativos sobre seus livros?

Por enquanto ainda não tive nenhum, só comentários bacanas e incentivadores. Mas acho que mesmo as críticas ruins, quando fundamentadas, nos ensinam alguma coisa.

9 - Se eu fosse para uma ilha deserta eu levaria...

Meu computador e vários livros.

10 - Qual o seu livro preferido na atualidade?

No momento estou apaixonada por Outros Jeitos de Usar a Boca, da Rupi Kaur, e O Que o Sol Faz Com as Flores, da mesma autora. É de uma delicadeza e profundidade, que me deixaram com ressaca.

11- Qual seu maior sonho como escritora?

Conseguir viver disso, mas se não conseguir, que meus livros toquem a maior quantidade de pessoas possível.

12 - Como é a sensação de saber que as pessoas leem seu livro? E postam foto nas redes sociais e comentam sobre ele com os amigos e familiares?

É muito bom saber que tem gente lendo, comentando e falando sobre ele. É uma sensação boa ao saber que as pessoas gostaram o bastante para recomendar aos amigos e postar nas redes sociais. Acho que isso significa que tiveram uma boa leitura, então me sinto muito feliz com cada postagem ou arte que eles me mandam. Uma vontade enorme de abraçar cada um e agradecer.

13 - O que te inspirou, qual foi a sua experiência ao escrever o seu livro.? Como surgiram os personagens? Você se inspirou em alguma pessoa que você conhece?

Em Entre Will & Vodka fui inspirada por coisas que observei no cotidiano e no próprio mundo literário. Escrever algo delicado, buscando tocar em tudo o que as pessoas têm em comum e mostrar que um relacionamento é construído por reciprocidade foi algo muito peculiar. Ao mesmo tempo que tive medo de romantizar alguma coisa errada e não atingir o objetivo, isso me dava forças para me manter firme na linha de narração. As personagens geralmente surgem sozinhas na minha cabeça, elas mesmas se constroem, não busco inspiração em pessoas próximas, mas sempre acabo incluindo algo que observo, é inevitável.

14 – Se o seu livro virasse um filme, qual seria a música que o representaria?

Acho que I Hate U, I Love U, do Gnash feat. Olivia O’Brien se encaixaria bem.



Muito obrigada novamente Giovana, você deseja falar mais alguma coisa para os leitores e seguidores de Para Gostar de Ler e Para Gostar de Ler?

Eu que agradeço pela oportunidade. Gostaria de agradecer também a cada leitor e o carinho que recebo de todos. Obrigada mesmo, de coração. Vocês fazem tudo valer a pena.