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domingo, 3 de janeiro de 2016

Não Olhe!
FML Pepper
Editora Valentina.

 Novamente FML Pepper se supera! Eu li e reli este livro em tempo record e quero mais. É impressionante a narrativa, que nos leva a mundos realmente nunca antes sequer pensados.

Neste volume, Nina Scott, uma "híbrida", descobre muito mais do que pode imaginar sobre sua vida e  finalmente aceita que Richard, sua "morte" (E que morte!) é sua paixão. Ela tenta de todos os modos fugir de seus perseguidores, que querem acabar com sua vida por vê-la como uma ameaça a Zyrk, um mundo paralelo ao nosso. Ela é a figura principal de uma lenda. A narrativa mostra que o amadurecimento de Nina é cada vez maior de acordo com suas lutas, seus fracassos e suas vitórias. É emocionante sentir como ela consegue colocar sentimentos de amor e até compaixão no coração do mais poderoso resgatador de Zyrk, Richard (ou Rick, como prefiro chamá-lo).  Um dos momentos mais dolorosos da trama é quando Rick e Nina tentam se amar e descobrem, da maneira mais dolorosa, que não podem se tocar (pelo menos é o que se pensa, he he). O duro resgatador se desespera ao vê-la quase morrendo e então vem a revelação desse amor tão sonhado e esperado pelos muitos leitores e leitoras desta magnífica obra. Eu, particularmente, fiquei encantada com o seguinte trecho onde Rick indiretamente, de seu jeito torto, se declara a Nina:

 "Pode não se suficiente para quebrar a maldição, mas o sentimento que tenho por você é gigantesco, Nina. Pode até ser pouco parta um humano, mas garanto que é forte demais para um zirquiniano. Eu jamais poderia imaginar que tamanho prazer causasse tanta dor..."

Essa passagem me fez lembrar uma música do Queen chamada One Year of Love, que Freddie Mercury tão bem interpretava:

".. Pain is so close to pleasure..."

E FML Pepper realmente consegue transmitir os sentimentos dos seus personagens com tanta maestria que eu senti toda a dor e solidão de Rick e todo o amor primeiro de Nina. Houve momentos que parei a leitura para chorar (e isso não é brincadeira) pelos dois. É um Universo paralelo, imaginativo, mas o amor, ah, o amor, esse é o mesmo e um amor do qual eu sinto falta nos dias de hoje, afinal, "o comum é descartável; o extraordinário, imortal."

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