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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Levana - Resenha por Taiana Lopes.



Levana – A rainha mais bela
Coleção Crônicas Lunares 

Marissa Meyer 
Rocco

O spin-off das Crônicas Lunares conta a história da rainha Levana, sua infância, adolescência, e início de reinado. Temos a adaptação da rainha da Branca de Neve, com várias referências de forma sútil e ao mesmo tempo marcante, assim como nos outros livros da saga. Levana não era herdeira legítima do trono de Luna, e sim sua irmã mais velha a princesa Channary – mãe de Cinder -  quem sempre a oprimiu e até torturou usando o glamour por ser mais velha.

Apesar de toda crueldade relatada nos quatro livros antecessores (Cinder, Scarlet, Cress, Winter), Levana nem sempre foi tão perversa, e nesse livro vemos o lado adolescente apaixonada e até possessivo, quando ela se apaixona pelo guarda real Evret. Um romance que tem grandes traumas e manipulações emocionais entre uma princesa, um guarda real viúvo que tem uma filha, Winter, do seu casamento anterior. Inicialmente Levana parece apenas uma jovem com vida sofrida, traumatizada e que se torna má por conta disso, porém a perversidade já fazia parte de quem ela é, do que queria.
O reinado da rainha Channary é curto, e fica para a irmã a missão de ser rainha regente até que Selene (Cinder) tenha idade para assumir o trono aos 12 anos. Nesse meio tempo Levana toma gosto pelas questões políticas, melhora a economia de Luna. O poder lhe sobe à cabeça, e a vida da princesa Selene começa a correr perigo. O suposto acidente onde Selene morre, ou Cinder nasce, como preferir, é relatado em detalhes no livro e finalmente vemos a rainha Levana com seu jeito maquiavélico já conhecido.
Luna enfrenta questões internas complexas e a Terra passa a ser um alvo para a rainha, que faz de tudo para conseguir o que quer. Ainda no reinado de seus pais, são apresentados os projetos da doença mortal aos terráqueos, a letumose, e a criação do exército meta-humano de lobos, projetos que Levana fez questão de manter e aprimorar para ter o governo terráqueo nas mãos.
Personagens secundários já conhecidos como Jacin – guarda de Winter e seu amigo de infância, o Dr. Erland – pai de Cress e cientista responsável pela pesquisa com Ciborgues do palácio, o avô de Scarlet quem salvou Cinder e a levou para Terra, e a temível taumaturga Sybil Mira aparecem trazendo todo um charme e contextualização para a trama muito bem escrita de Marissa Meyer, que mais uma vez foi competente ao adaptar contos de fadas. Vale ressaltar que a arte da capa é uma das belas e enigmáticas, até mesmo arrepiante. Diferentemente dos outros livros, nesse não há divisão por capítulos e a história é narrada pela própria Levana e em terceira pessoa – já que não há outro personagem principal para fazer a divisão.


 



Taiana Lopes é coordenadora e editora chefe na empresa Noticiário Paralímpico e tem seu próprio canal no Youtube onde fala sobra suas experiências como amputada. Vale a pena assistir:

segunda-feira, 26 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

FML Pepper, autora da Trilogia Não Pare!, lança novo livro!

Treze
FML Pepper
Galera Record

 FML Pepper, autora da Trilogia Não Pare!, está lançando, agora pela Galera Record, um novo livro, Treze. Este vem com um brinde de pré-venda: um pingente lindo! 
Confiram:

Sinopse:

 "Rebeca, uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser uma ladra. Códigos decifrados. Uma conta milionária invadida. Diamantes. Desaparecer do mapa. O esquema para o maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias
perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante e... pagar o preço! Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Caçada por criminosos, a jovem acredita que a saída está no treze, o número agourento lançado em forma de charada que, contra qualquer lógica, é justamente o caminho a seguir e, quem sabe, sua salvação.
Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos, a vida por um fio. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca! Por ela, Karl seria capaz de jogar toda precaução pelo ralo, seria capaz de tudo, inclusive aceitar que a derrota pode ser a sua salvação.
O que fazer quando a sorte se transforma em infortúnio e o azar é a resposta para tudo? Olhe bem de perto e tente decifrar o enigma. Mas não se deixe iludir: a resposta está muito além do número que cintila dentro bola de cristal.
Muito além do... treze!"

Adquira já! Link para a pré-venda. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Entrevista com Kézia Martins, autora de O Jogo da Verdade.



Entrevista: Para Gostar de Ler e Para Gostar de Ler Brasil ( E todas as Redes Sociais ligadas)

Estamos aqui entrevistando Kézia Martins, autora de O Jogo da Verdade, um lançamento de sucesso.

Vamos às perguntas:

1- Qual é a sua inspiração na hora de escrever? Já se inspirou em outros autores para escrever?

 Eu me inspiro no cotidiano meu e de outras pessoa, na vida em si para ser mais exata. Cada pessoa que eu vejo leva um pouco da historia que crio no momento. Já me inspirei em uma escritora.

2- Cite três escritores nacionais e três internacionais que você admira. Que livro e autor você acha que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida? 

Internacionais: Sophia Kinsella, JK Rowling, Nicola Yoon. Nacionais: Carina Rissi, Samanta Holtz, Raiza Varella.

Nossa que dificil, tem tantos livros bons. Mas vou citar um que li recentemente e amei. O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon.


3- O que você acha de seus leitores? 

Cada um é uma pequena inspiração. Até mesmo pra minha vida. As historias que eles contam, os agradecimentos e ate mesmo as criticas que eles colocam, tudo isso me faz ver que tô no caminho certo porque tem gente que gosta do que faço e se identifica. Eles são o motivo pra eu estar aqui hoje e continuar.

4- Qual foi o livro que te fez entrar no mundo da leitura? 

O que conseguiu me prender de fato e continuar lendo e procurando nossas leituras foi Harry Potter. Depois que li esse livro minha vida mudou.

5 - Você tem inspiração ou ajuda de outros autores para escrever? 

Inspiração. Quando tenho duvidas e quero saber de alguma coisa mais especifica vou no Google ou pergunto pra algum colega escritor ou grupo de escritores. Isso é uma coisa bem legal, ver tanta gente do ramo se ajudando.

6 - Você já se inspirou em alguma música ou banda para escrever?

 Não. Eu não consigo escrever ouvindo musica kkkk Quando presto atenção na letra não chega a ser tanto pra criar uma história ou texto.

7 - Você teve alguma dificuldade para publicar seu livro? 

Estou tendo até hoje haha, até porque esse livro está publicado na plataforma wattpad. Pra publicar em uma editora você deve ter uma bela quantia de dinheiro guardado.

8 - Como você lida com comentários negativos sobre seus livros? 

Levo numa boa. Na verdade eu até agradeço. Gosto muito de receber comentários positivos, mas isso não ajuda a melhorar a historia, o meu jeito de escrever. Se a pessoa diz que não gostou de algo e isso for construtivo vou levar a serio e colocar isso no próximo livro. Até porque a pessoa não disse por mal, mas pra ajudar.

9 - Se eu fosse para uma ilha deserta eu levaria...

 muita comida haha

10 - Qual o seu livro preferido na atualidade? 

É uma serie, As Crônicas lunares.

11- Qual seu maior sonho como escritora? 

Conseguir mudar a vida das pessoas. Conseguir ajuda-las com minhas historias. 
 
Kézia Martins
12 - Como é a sensação de saber que as pessoas leem seu livro? E postam foto nas redes sociais e comentam sobre ele com os amigos e familiares? 

É clichê se eu falar que é incrível? Haha eu ainda fico meio boba quando alguém comenta que leu e gostou, ou quando vejo gente da minha cidade lendo o livro na plataforma. Uma vez uma leitora fez um trabalho de literatura sobre escritores nacionais e me citou. Pensa numa guria que ficou toda boba? haha

13 - O que te inspirou, qual foi a sua experiência ao escrever o seu livro.? Como surgiram os personagens? Você se inspirou em alguma pessoa que você conhece? 

Pra escrever esse livro me inspirei no meu irmão quando ele era mais novo, nas mentiras que ele insistia em contar. Mas ele não é nenhum personagem, é só a ideia inicial dele. Tem uma personagem no livro que é totalmente minha avó de tão fofa e meiga. Acho que nenhum personagem sai do nada, sempre existe uma pessoa real para nos apoiarmos. Algum amigo próximo, um desconhecido na rua, e por ai vai.

14 – Se o seu livro virasse um filme, qual seria a música que o representaria? 

A Beautiful Lie - 30 Seconds To Mars

Muito obrigada novamente Kézia , você deseja falar mais alguma coisa para os leitores e seguidores de Para Gostar de Ler e Para Gostar de Ler Brasil? 

Quero agradecer todo mundo que leu essa entrevista e que apoia a literatura nacional. Ela já cresceu muito. As Editoras estão aceitando mais autores do que antes e isso é ótimo e tudo graças a vocês, blogueiros, youtubers, leitores em si que divulgam nosso trabalho e comentam sobre ele. Obrigada por toda animação e curiosidade, obrigada pela sinceridade e pela constante motivação!

Ping-Pong:
Comida preferida: Pizza!
Estilo de roupa: Vestidos e saias longas.
Livro favorito: ​ ​Já citei aqui mas citarei sempre, Harry Potter.
Personagem literário que não sai do seu coração: ​ Ian Clarke, da serie Perdida.
Complete a frase: Homem bom é homem... que sabe ouvir.


Um Caso Perdido: Colleen Hoover




Um Caso Perdido
Colleen Hoover
Galera Record


Um Caso Perdido (Hopeless) é o primeiro volume da trilogia (tudo spin off) Hopeless escrita por Colleen Hoover que conta a história de Sky Davis, uma adolescente que não tem qualquer contato com a tecnologia. Sua ma~e adotiva, Karen, não permite que ela tenha sequer um celular e ela também estuda em casa. Um dia Sky consegue convencer Karen de que estudar em uma escola pública lhe daria maiores chances para adquirir mais créditos a fim de entrar em uma boa universidade. Ela faz isso para ficar mais perto de sua amiga revoltada Six, mas, para sua decepção, Six vai fazer um intercâmbio na Itália, deixando presentes para Sky: um celular para se comunicarem por mensagens e um e-reader, que transforma a vida de Sky.
 No entanto, um dos principais “problemas” de Sky é nunca sentir nada quando fica com um garoto. Ela não passa dos beijos com eles, justamente por nada sentir, e, mesmo assim, já chega à escola com fama de vadia, adquirida apenas por ser amiga de Six. Lá, faz apenas um amigo, Breckin, que é mórmom e gay e com ele começa a superar os bullying que sofre.
 O que Sky não espera é conhecer Dean Holder, cuja fama de bad boy corre por toda a escola. Ele é lindo e o único garoto que consegue fazê-la sentir algo. Dean acha que a conhece e as coisas começam a ficar quentes entre os dois. Sky começa, então, a descobrir que muito do que falam sobre Dean não é verdade absoluta, ao mesmo tempo em que começa a descobrir verdades sobre si mesma.
Um dia, ao entrar no quarto da irmã de Dean, Less (que havia se suicidado), Sky começa a ter recordações perturbadoras e descobre que conhecia Dean e sua irmã. Daí por diante são descobertas cada vez mais aterradoras. Abusos, dramas, “sequestros”, dor, enfim, tufo o que pode acabar com a vida de um ser humano começa a surgir do passado dos dois jovens com um desfecho incrível e surpreendente.

 Em princípio, este livro me entediou muito (não gosto de livros narrados em primeira pessoa, nesse caso, pela SkY), mas, como não tenho o hábito de abandor algo pela metade, insisti e o terminei. Gostei da história, achei interessante e, claro, os dramas apresentados no livro são fatos que realmente acontecem e isso conta muito, mas uma coisa que ficou gravada na minha mente foi a maturidade de Dean Holder. Como um jovem de 18 anos pode ter aqueles pensamentos? Eu nunca consegui vê-lo como um adolescente. Suas atitudes, ao meu ver, batem mais com as de um homem adulto. Porém, talvez seja isso que agrade tanto às leitoras adolescentes e faça desse livro um sucesso. Eu, particularmente, gostei, mas não vi muita coisa de extraordinária. Pretendo, obviamente, ler os outros volumes (Sem Esperança e Em Busca de Cinderela, se não me engano). Vale a pena ler, de qualquer jeito.

domingo, 7 de maio de 2017

Saiba mais sobre Olavo Bilac

Biografia de Olavo Bilac


Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta, contista e jornalista brasileiro. Escreveu a letra do Hino à Bandeira brasileira. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 15. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.
Olavo Bilac (1865-1918) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de dezembro de 1865. Filho do cirurgião do exército, Brás Martins dos Guimarães e de Delfina Belmira Gomes de Paula, só conheceu o pai em 1870, quando este voltou da Guerra do Paraguai. Teve uma infância cercada de histórias e hinos militares. Em 1880, entrou para a Faculdade de Medicina e depois Direito, sem concluir nenhum dos cursos.

Olavo Bilac dedicou-se à poesia e ao jornalismo, publicou suas primeiras poesias, em 1883, na Gazeta Acadêmica. Nesse mesmo ano, conheceu Alberto de Oliveira e sua irmã Amélia de Oliveira, por quem se apaixonou, mas foi impedido de casar, pois a família não aceitava a vida boêmia do poeta.
Passou a colaborar com vários jornais e revista como “Gazeta de Notícias” e o “Diário de Notícias”. Em 1886, colaborou em “A Semana”, juntamente com Machado de Assis, Alberto de Oliveira, Coelho Neto, Raimundo Correia, Aluízio Azevedo e outros. Em 1888, Olavo Bilac publicou seu primeiro livro, “Poesias”, contendo as “Panóplias”, “Via Láctea” e “Sarças de Fogo”.
Republicano e nacionalista, Olavo Bilac escreveu, em 1889, a letra do “Hino à Bandeira”. Opondo-se ao governo de Floriano Peixoto, em 1893, foi preso e exilado em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, onde escreveu “O Caçador de Esmeraldas”. Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Em 1907, no auge da popularidade, é eleito o primeiro “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, em um concurso promovido pela revista Fon-Fon. Em 1914, nomeado pelo governo de Venceslau Brás, Bilac viajou pelo Brasil, fazendo campanhas cívicas em prol da alfabetização e do serviço militar obrigatório. Em 1915 fundou a Liga de Defesa Nacional realizando várias conferência cívicas.
Olavo Bilac formou junto com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, a famosa “Tríade Parnasiana”, inspirado na mitologia greco-romana, abordando-a nas poesias “O Julgamento de Frinéia”, “Messalina”, “Lendo a Ilíada” etc. O livro “Profissão de Fé” se tornou uma espécie de postulado do Parnasianismo. Para ele, o poeta deveria trabalhar as palavras minuciosamente, procurando a perfeição formal, a pureza linguística e a elegância do vocabulário.
Olavo Bilac morreu no Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1918.

Obras de Olavo Bilac

Poesias, 1888
Via Láctea, 1888
Sarças de Fogo, 1888
Crônicas e Novelas, 1894
O Caçador de Esmeraldas, poesia, 1902
As Viagens, poesia, 1902
Alma Inquieta, poesia, 1902
Poesias Infantis, 1904
Crítica e Fantasia, 1904
Tratado de Versificação, 1905
Conferências Literárias, 1906
Ironia e Piedade, crônicas, 1916
A Defesa Nacional (1917)
Tarde, poesia, 1919 (publicação póstuma)


Fonte