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domingo, 13 de dezembro de 2015

Resenha
Não Pare!
FML Pepper
Editora Valentina

Como pode a Morte ser tão bela?

Sou uma pessoa muito difícil de agradar no que se trata de livros. Como professora de literatura que sou, aprendi com o meu curso e com o passar dos anos a notar as lições mais tênues colocadas em "esquinas não visitadas" de muitas histórias. Neste primeiro livro, Nina Scott, adolescente de quase 17 anos, vive com sua mãe, uma mulher atormentada por uma ameaça que não conta à sua filha, por isso vivem se mudando. Até que um dia ela resolve se estabelecer em Nova York e Nina, aparentemente, começa a ter uma vida normal. No entanto fatos estranhos acontecem com a menina, fatos esses que colocam em risco sua vida. Nina, apesar disso, tenta ser uma jovem normal: vai à escola, começa a fazer amigos e até arruma um trabalho. Então conhece Kevin, um lindo menino que lhe parece doce e começa a se interessar por ele. Porém (tem sempre um porém), Richard, o belo e belicoso Richard, acontece em sua vida. Ele a ameaça, mas, de certa forma, a protege. E quem ele é? Aquele que deve "resgatá-la"; Richard é a morte! Uma das partes da narrativa que mais me tocou foi quando Nina pensa consigo mesma sobre a "beleza" da morte. Essa parte, em particular, me fascinou e me fez realizar que eu sempre pensei na morte como uma bela mulher e não como um homem extremamente forte, poderoso e lindo:
FML Pepper e "as Mortes"

"A avidez com que meus olhos procuravam por Richard me surpreendia. Não conseguia evitar as estranhas sensações que aquele garoto gerava em mim. Apesar de rude, ele era lindo. Como a morte poderia ser tão bela? O certo seria que ela fosse horripilante, como nos filmes de terror. Mas lá estava ele. Para contradizer tudo e todos. Lindíssimo!"

E Nina não sabe quem ela é de verdade. O porquê de ser tão valiosa para ele (sim, ela é!). Aos poucos novos fatos vão surgindo e no final fica o gostinho de quero mais e a urgência em ler os outros volumes.

Os personagens são apaixonantes e a narrativa realmente me fez sonhar como há tempos não me acontecia. Vale muito a pena ler e descobrir que talvez valha a pena se entregar à "morte" para mais viver.

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