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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Resenha:

Irmã (Sister)
Rosamund Lupton
Editora Record


 Quando leio um livro, costumo prestar atenção a tudo, desde a capa até os créditos finais. Uma das coisas que mais gostei em "Irmã"  é que a autora, após a dedicatória, nos brinda com duas citações de monstros sagrados da literatura, Jane Austen e William Shakespeare. Isso me trouxe a sensação  boa de conhecimento e bom gosto. A obra é cheia de frases marcantes ("Desde então, a bondade tem cheiro de limão") colocadas em cartas e emails onde é demobstrado o amor entre irmãs e a dor da perda, a busca pela resposta.
Rosamund Lupton
 Beatrice Hemming, Bee, é uma designer bem sucedida em Nova York. Ela recebe um telefonema de sua mãe durante um almoço com amigos e descobre que sua irmã, Tess, está desaparecida há quatro dias. Tess estuda artes em Londres e está grávida de um relacionamento com seu professor. Bee vai para Londres e Tess é encontrada morta. Antes disso pistas levam a crer que o filho de Tess nasceu natimorto e ela deixou o hospital no dia seguinte ao nascimento, levando a crer que cometeu suicídio. No entanto, tudo é muito misterioso, pois Bee não acredita que sua irmã possa ter se matado, uma vez que estava sempre de bom humor, tendo um espírito livre. O que aconteceu? Por quê? Como? A narrativa é como se fossem cartas que Bee escreve a Tess, o que provoca no leitor uma certa ternura e cumplicidade. Bee conta a Tess o que está acontecendo, sua dúvidas, frustrações, seu desespero pela verdade. A história culmina num final surpreendente, inteligente, que nos deixa indignados e aliviados ao mesmo tempo. Acabamos mais do que solidários a Bee e Tess: nos tornamos seus irmãos também!


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